Já faz tempo que a sociedade não vê as motos e os motociclistas com bons olhos.
Dos bad boys dos anos 50 aos manos de hoje, as motos têm carregado uma pecha sempre negativa. Coisa de vagabundo, de bandido, de playboyzinho, de tiozinho pagando de tigrão.
Quem não anda de moto é rápido no uso de um destes adjetivos elogiosos, sempre que o farolzinho aponta no retrovisor. Ainda mais agora que a moda é foder os motociclistas para agradar a crasse mérdia janista que talvez reeleja o Cassab. "Vamos proibir os garupas." "Vamos proibir de andar nas Marginais". "Vamos obrigar a usar coletes reflexivos." "Vamos oficializar o nariz de palhaço."
O pior é que muita gente embarca na histeria sem questionar. Outro dia aqui em São Paulo, um promotor matou um motoboy desarmado porque desconfiou que talvez fosse ser assaltado por ele. Quer outra? Uma moradora de um prédio da Aclimação arremessou seu carro contra a porta da garagem ao achar que estava sendo perseguida por um motoboy que ninguém a não ser a louca, viu.
Ok, tem muito motociclista que é mau-educado, que anda no corredor a mil por hora, que chuta retrovisor, assim como tem muito motorista de ônibus, táxi e demais veículos que se comporta como perfeitos idiotas no trânsito, vitimas de uma cultura imbecilizante, truculenta e anti-educacional.
Que tal então tentar ver a coisa por outro lado?
Motos economizam horrores de gasolina, poluem menos do que um carro não estragam o asfalto e ocupam muito menos espaço nas ruas e nos estacionamentos. Quer mais vantagens? Motos são divertidas e altamente anti-stress, aos contrário daqueles sofazões motorizados que entopem as ruas, praticamente se guiam sozinhos e ainda te isolam de qualquer contato com o mundo.
Só para terminar. Os motoboys são em sua maioria gente boa que só quer trabalhar e viver em paz. Uma molecada que rala muito, que tem a maior responsabilidade com as entregas, que toma chuva, sol, passa frio, arrisca a vida o dia inteiro e que por tudo isso merece se não o seu afeto, no mínimo o seu respeito.
Quinta-feira, 17 de Janeiro de 2008
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7 comentários:
Parabéns pelo texto, é de tolerância e compreensão que sp e o mundo precisam. Troquei meu carro por uma moto há dois anos e sei o que é isso, precisamos experimentar os dois lados para poder opinar com propriedade.
Segundo estudos, São Paulo recebe uma média de 600 carros novos por dia. A quantidade de motos eu não sei, mas com as facilidades de compra acho que estão vendendo bem. Então, acontece que a matemática é simples: cada vez mais, diminui o espaço e aumenta a intolerância. Infelizmente.
Clovis
Só posso dizer que concordo completamente com você. Infelizmente muita gente prefere atacar a repensar seus hábitos. Viva a moto, o contato com a cidade, a velocidade, poder ver o céu!
Eu quero comprar uma motoquinha elétrica, nem faz barulho, nem polui. Só que anda a 60 km/h máximo... será que vão me derrubar?
Você é inderrubável Helena. ;)
Bacana o texto Edú.
Se existe essa gerra entre automóveis
e motocicletas, coitada das bicicletas.
Êêê!!! Então vou comprar. E consertar minha mobilete. :)
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